
2026年6月17日
A realização da edição Roma do Diálogos Brasil–Europa , promovida pelo NORA, em parceria do Amado Mundo e do Lisboa Connection, com apoio institucional da ITALCAM , marcou o início do programa de encontros técnicos que o Núcleo desenvolverá em embaixadas brasileiras no exterior como parte de sua agenda permanente de pesquisa sobre as relações entre Brasil e Europa. O evento reuniu autoridades diplomáticas, representantes do setor produtivo, acadêmicos e especialistas para discutir os impactos do Acordo Mercosul–União Europeia, infraestrutura, desenvolvimento econômico e cooperação institucional. Mais do que um evento, a edição de Roma inaugura uma nova frente de atuação do NORA. A iniciativa passa a integrar o programa de pesquisas Brasil–Europa, estruturado para produzir estudos aplicados, acompanhar agendas regulatórias e econômicas e fortalecer o diálogo entre instituições brasileiras e europeias a partir das representações diplomáticas brasileiras. A partir do segundo semestre, o programa entra em sua etapa nacional, com uma rodada de encontros e pesquisas no Brasil voltada à sistematização das contribuições colhidas no exterior e à construção de diagnósticos e recomendações para infraestrutura, logística, comércio exterior e integração econômica. Os resultados subsidiarão publicações técnicas, notas de pesquisa e estudos produzidos pelo NORA ao longo dos próximos meses. A cobertura realizada pelo Amado Mundo , parceiro na concepção e execução do projeto, destacou o reconhecimento internacional do potencial brasileiro em áreas como infraestrutura, energia, agronegócio, minerais críticos e inovação, reforçando a relevância do diálogo técnico entre os dois continentes. https://amadomundo.com/brasil-e-exaltado-como-potencia-global-rom/ https://italcam.com.br/dialogos-europa-brasil-uma-visao-compartilhada-para-o-futuro-da-cooperacao-economica/

2026年6月4日
Durante a programação do XIV Fórum de Lisboa, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a diretora executiva do NORA, Fernanda Oppermann, participou do relançamento da obra Constitucionalismo Digital e seus Desafios, para a qual contribuiu com dois capítulos. O lançamento ocorreu em um espaço especialmente significativo para a trajetória acadêmica da autora, que realizou parte de sua formação na instituição portuguesa. “ Poder revisitar esse trabalho no ambiente em que desenvolvi parte da minha formação acadêmica tornou esse momento ainda mais especial. Agradeço aos coordenadores da obra pelo convite e pela oportunidade de contribuir para um debate tão relevante e atual ”, destacou Fernanda. Em um cenário marcado pela aceleração da transformação digital, o constitucionalismo passa a dialogar cada vez mais com temas relacionados à governança tecnológica, proteção de direitos fundamentais, inteligência artificial e organização institucional dos Estados diante das novas dinâmicas digitais. Nesse contexto, o debate sobre constitucionalismo digital transcende as fronteiras tradicionais do direito constitucional e alcança questões estratégicas ligadas à infraestrutura crítica, à resiliência institucional e à capacidade dos países de definir, implementar e proteger suas próprias políticas digitais. A crescente dependência de plataformas, sistemas de processamento e armazenamento de dados evidencia que a infraestrutura digital se consolidou como elemento central para a prestação de serviços públicos, a continuidade operacional do Estado e o desenvolvimento econômico. Mais do que um ativo tecnológico, trata-se de uma dimensão essencial da soberania contemporânea. Os debates promovidos ao longo do Fórum de Lisboa reforçam a necessidade de construção de modelos de governança capazes de conciliar inovação, proteção de direitos e autonomia estratégica, especialmente em um contexto de intensificação das disputas geopolíticas em torno de tecnologias críticas e fluxos internacionais de dados. Essa agenda dialoga diretamente com as reflexões desenvolvidas pelo NORA sobre infraestrutura digital estratégica, governança de dados e desenvolvimento regional, que compreendem a digitalização como vetor de competitividade, segurança institucional e fortalecimento das capacidades estatais. O observatório tem acompanhado de forma permanente os impactos da transformação digital sobre a infraestrutura crítica, incluindo desafios relacionados à interoperabilidade, segurança da informação, continuidade operacional e coordenação federativa. Ao acompanhar discussões como as promovidas no Fórum de Lisboa, o NORA reafirma seu compromisso com a construção de uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento da infraestrutura digital brasileira, à governança responsável de dados e ao desenvolvimento de capacidades institucionais compatíveis com os desafios da economia digital.

2026年5月22日
Fórum Urbano Mundial reuniu governos, especialistas, instituições acadêmicas e organizações internacionais no Azerbaijão para discutir o futuro das cidades, com destaque para transporte público, sistemas sobre trilhos, digitalização operacional, integração multimodal e descarbonização da mobilidade urbana.

2026年5月19日
O observatório participou nesta terça-feira (19) da audiência pública promovida pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados para discutir o processo de concessão da BR-116 (Régis Bittencourt), por meio de sua Diretora-Executiva, Fernanda Oppermann. A audiência ocorreu no âmbito do REQ 43/2026-CVT, de autoria do deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB/SP), e teve como objeto o debate sobre as condições da concessão, manutenção, segurança viária e os efeitos logísticos e econômicos relacionados ao corredor rodoviário. Participaram da discussão representantes da ANTT, Ministério dos Transportes, concessionária Arteris, prefeitos da região e o presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Mário Povia. A íntegra da aud iência pública pode ser acompanhada no canal oficial da Câmara dos Deputados: https://www.youtube.com/watch?v=sOcW4N9kAt4

2026年5月7日
O NORA lançou oficialmente o Call for Papers da obra coletiva “Cinco Anos da Lei de Ferrovias: Estrutura, Implementação e Perspectivas do Novo Marco Ferroviário Brasileiro”, iniciativa voltada à análise dos impactos institucionais, regulatórios, logísticos e econômicos decorrentes dos primeiros cinco anos de vigência da Lei nº 14.273/2021. A proposta da publicação é reunir pesquisadores, reguladores, profissionais do setor ferroviário, operadores logísticos e especialistas em infraestrutura interessados em contribuir para uma leitura aplicada e estrutural do novo ciclo ferroviário brasileiro. A obra será organizada em seis eixos temáticos, abrangendo desde os fundamentos históricos e institucionais do setor ferroviário até os desafios contemporâneos relacionados à implementação do regime de autorizações, integração logística, coordenação regulatória e perspectivas de consolidação da política ferroviária nacional na próxima década. Entre os temas contemplados pela chamada pública estão: • arquitetura jurídica e regulatória do novo marco ferroviário; • implementação prática do regime de autorizações; • interoperabilidade e compartilhamento de infraestrutura; • integração entre ferrovias, portos e corredores logísticos; • financiamento e estruturação de projetos ferroviários; • impactos territoriais, econômicos e institucionais da expansão ferroviária. Os artigos deverão observar abordagem analítica orientada por problema de pesquisa, priorizando contribuições aplicadas, evidência empírica e diálogo com desafios concretos da infraestrutura ferroviária brasileira. O prazo para submissão dos trabalhos encerra-se em 31 de julho de 2026. A publicação da obra está prevista para dezembro de 2026. O edital completo encontra-se disponível no material oficial da chamada pública .

撰稿人: Sérgio Garcia
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2026年3月6日
A reorganização contemporânea das cadeias produtivas globais e o papel crescente da infraestrutura como ativo geopolítico foram os temas centrais do relatório preliminar apresentado pelo Núcleo de Observação de Regiões Estratégicas & Ativos de Infraestrutura (NORA) na última semana, em encontro institucional dedicado à discussão dos primeiros resultados da investigação internacional iniciada durante o Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos. O encontro reuniu convidados e especialistas interessados nos temas de infraestrutura, integração econômica e transformação das cadeias produtivas globais. A apresentação integrou uma agenda mais ampla de diálogos institucionais conduzidos ao longo de 2026, incluindo interações realizadas em espaços associados ao Fórum Econômico Mundial, entre eles a Brazil House em Davos. Durante a reunião foram apresentadas as primeiras observações estruturais identificadas a partir do levantamento conduzido na Suíça. O relatório sistematiza evidências preliminares e organiza hipóteses analíticas sobre transformações recentes na economia política internacional. A análise indica a consolidação da infraestrutura como ativo geopolítico central. Infraestrutura energética, logística e digital passa a ocupar posição estratégica na definição de competitividade sistêmica, autonomia produtiva e segurança econômica em um ambiente internacional marcado por crescente fragmentação geopolítica. Entre os principais achados preliminares destaca-se a convergência entre transição energética e digitalização como novo eixo organizador da economia global. Redes elétricas inteligentes, cadeias produtivas digitalizadas e sistemas de dados interconectados passam a configurar dimensões interdependentes da competitividade contemporânea, exigindo novas formas de coordenação entre políticas públicas, investimento privado e inovação tecnológica. O relatório examina ainda as implicações dessas transformações para economias emergentes, com ênfase nas mudanças nas cadeias globais de valor e na redefinição de estratégias de política industrial sob uma lógica crescente de soberania econômica. Contexto da pesquisa internacional A pesquisa parte das discussões estruturadas em torno da pergunta estratégica “Que 2050 queremos?”, que orientou os debates do Fórum Econômico Mundial de 2026. As interações realizadas em Davos e em agendas correlatas indicam uma mudança consistente na lógica organizadora da economia internacional, caracterizada pela revalorização do papel do Estado como coordenador estratégico e pela centralidade da infraestrutura na arquitetura econômica global, que passa a ser compreendida como elemento estruturante de resiliência, competitividade e soberania. Próximos passos O relatório preliminar integra um ciclo mais amplo de investigação conduzido ao longo de 2026. A coleta e sistematização de evidências continuará em agendas internacionais e interlocuções institucionais subsequentes, permitindo aprofundar as hipóteses identificadas na etapa de Davos. A consolidação final da pesquisa ocorrerá em nova agenda internacional prevista para o WUF13, em Baku, quando serão apresentadas as conclusões estruturadas do estudo. O objetivo é contribuir para o entendimento das transformações em curso na economia política global e ampliar a produção de análises aplicadas sobre infraestrutura, integração econômica e reorganização das cadeias produtivas internacionais.


















